quarta-feira, 4 de novembro de 2015

O descontrole e a incompetência tomaram conta do futebol do Flamengo

Em janeiro de 2013, a diretoria do Flamengo comandada pelo senhor Eduardo Bandeira de Mello encontrou o seguinte cenário:

FINANÇAS - O Flamengo detinha R$ 80 milhões em recebíveis (R$ 20 milhões decorrentes da renovação do contrato celebrado com a TV Globo e outros R$ 60 milhões referentes ao acordo com a Adidas).
NINHO DO URUBU - O Centro de treinamento , em Vargem Grande, estava com 75% das obras concluídas, mas mesmo assim, nos últimos três anos, a diretoria atual nada fez para concluir as obras.
O TME - O time estava em ascensão em janeiro de 2013. Ao final do Campeonato Brasileiro daquele ano, a equipe ficou em 10º lugar . Importante destacar, que naquela temporada, o clube detinha os direitos econômicos  da maioria dos jogadores (Felipe; Paulo Victor; Leonardo Mora; Wagner Love, Gonzalez; Renato Santos; Liedson; Hernâne; Ibson; Renato Abreu, entre tantos outros), como também dos jovens jogadores que sagraram-se campeões da Copinha de 2011, além de Adryan; Tomáz; Muralha; Negueb; Rafinha; Samir ; Jorge ; Fernando; Nixon, Luiz Antonio, entre outros.
CONSÓRCIO - A atual diretoria anunciou com pompa  circunstância a assinatura do contrato com o Consórcio Maracanã, que estava fechado para obras da Copa do Mundo, e pôde, assim, implantar o programa Sócio-Torcedor, cujo êxito depende fundamentalmente de um estádio. Na verdade, o Flamengo só aderiu ao Sócio-Torcedor após a Ambev, responsável pela concepção do programa, assumir as despesas de implantação com publicidade.
Inicialmente, a diretoria encabeçada pelo senhor Banderia de Mello alardeou que o contrato feito com o Consórcio Maracanã era ótimo para o clube, mas com o decorrer do tempo, e após a análise mais aprofundada do acordo costurado pelo Fluminense, o Flamengo acabou voltando atrás, assumindo publicamente que o contrato não era lá a oitava maravilha do mundo, muito pelo contrário.
Se isso não bastasse, o clube  joga de graça no Maracanã, graças ao empréstimo de R$ 27 milhões que pegou com o Consórcio Maracanã e devido ainda à sangria em suas finanças decorrente do acordo estabelecido com a empresa (Golden Goal). A empresa, responsável pela administração do programa sócio torcedor do clube, embolsa 30% da receita, um valor significativo, que contribui para o nível de endividamento do clube. Um absurdo!

NEGOCIAÇÃO DE JOGADORES - A diretoria do clube começou a dispensar jogadores que detinha os direitos econômicos, sob o pretexto de reduzir a folha de pagamento do futebol. O Atacante Wágner Love, hoje no Corínthians,  é um dos exemplos mais emblemáticos. Depois de pagar 4 milhões de Euros (aproximadamente R$ 18 milhões) pela aquisição do jogador, o clube liberou o atleta sem auferir nenhum centavo. O atacante Hernane, hoje no Sport Recife, foi vendido para Arábia Saudita, e o Flamengo até hoje não embolsou rigorosamente nada.
As contratações de jogadores sem nenhum critério também pontuam os "negócios" feitos pela atual gestão. Um desperdício de milhões de Reais. O meia Carlos Eduardo é o exemplo claro disso. Os R$ 14 milhões gastos pelo Flamengo na compra do atleta irrigaram as contas de cinco empresas que intermediaram o negócio. Um festival com o dinheiro do clube.Outros jogadores também foram igualmente contratados sem que dessem ao clube o retorno esportivo esperado diante do alto valor do investimento feito. Só para lembrar alguns exemplos: Erazo; Wallace; Chicão; André Santos; João Paulo; Val; Márcio Araújo; Paulinho; Elano; Canteros; Marcelo Cirino; Alan Patrick; Armero; Arthur Maia; Bressan; Kayke; Almir; Everton; Mugni, num total de 40 jogadores.
Com as aquisições do peruano Paolo Guerrero (R$ 42 milhões em três anos) e de Marcelo Cirino (R$ 18 milhões em dois anos), o clube assume uma dívida que seguramente comprometerá a política de austeridade fiscal que se deseja de um gestor responsável e comprometido com a saúde financeira da instituição a qual está vinculado.
Recordista quando se trata de contração de técnicos, o Flamengo só triunfou sob o comando do "prata da casa"  Jayme de Almeida. O orçamento do futebol rubro-negro nesta temporada é mais do que o dobro do de 2011, quando o clube ficou em 4º lugar no Brasileiro. Já são quatro anos de seguidos fracassos na luta para fugir da zona de rebaixamento. O Flamengo hoje é seguramente um dos orçamentos mais caros do futebol brasileiro.

ESCÂNDALO DE JOGADORES - A punição dos cinco jogadores afastados e multados pela diretoria por terem sido flagrados numa festinha próxima ao Ninho do Urubu, esta semana, não foi um ato isolado.  As punições só aconteceram porque a imprensa tomou conhecimento. As festas não são uma novidade no clube nos últimos anos. Isso revela de forma cabal o total descontrole e a falta de autoridade da diretoria encabeçada pelo senhor Bandeira de Mello. Escancara também que o alardeado Conselho Gestor nunca funcionou. Casa que todo mundo manda, ninguém obedece e tampouco é cobrado.  




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